Santa Filomena
A virgem martirizada
Em 24 de maio de 1802, operários trabalhavam na escavação de uma capela grega nas catacumbas de Santa Priscilla, na Via Salaria Nuova, Itália. Uma sepultura intacta foi encontrada e os trabalhos foram interrompidos. Possuía a seguinte inscrição: LUMENA PAX TECUM FI, que significa: “A paz seja contigo, Filomena.” Retirado então o reboco feito com material vulcânico, foram encontrados os restos mortais de uma adolescente.
A cabeça separada do corpo fazia supor a decapitação. Filomena, cujo nome significa “Bem-amada”, talvez tenha vivido no primeiro século do cristianismo. É a padroeira de Ars, cidade de São João Maria Vianney, principal devoto da santa, que atribuía à “menina das catacumbas” os prodígios que realizava.
São João Maria Vianney
Padroeiro dos Padres
São João Maria Vianney, conhecido como o Cura d’Ars, foi um padre francês do século XIX, padroeiro de todos os sacerdotes. Nascido em 1786, ele superou grandes dificuldades nos estudos e foi ordenado sacerdote em 1815.
Sua missão mais notável começou em 1818, na pequena e desinteressada aldeia de Ars-sur-Formans. Com intensa oração, penitência e dedicação ao sacramento da confissão, ele transformou a comunidade, que se tornou um centro de peregrinação. Milhares de pessoas viajavam para Ars em busca de seus conselhos e confissões.
Sua vida de humildade e serviço pastoral o levou a ser beatificado em 1905 e canonizado em 1925 pelo Papa Pio XI, que o declarou padroeiro dos párocos. O Papa Bento XVI o proclamou padroeiro de todos os sacerdotes, e sua festa é celebrada em 4 de agosto, Dia do Padre. São João Maria Vianney continua a ser um inspirador modelo de dedicação e santidade para a Igreja.
Comunidade Santa Filomena e São João Maria Vianney
História
A Igreja de Santa Filomena surgiu por meio de uma prece atendida: a cura da Sra. Geny Braz, quase vitimada por uma grave enfermidade pulmonar. Tamanha foi a gratidão da família Braz à “santinha milagreira” que, em 1956, viajaram a Mugnano del Cardinale, cidade da Itália, de onde trouxeram uma imagem da santa. Mas não foi o bastante: tão forte era o sentimento de devoção que o Dr. Túrbio Braz fez a doação de um terreno, localizado na Rua Dr. Manoel Reis, para a construção de uma igreja em honra à santa.
No dia 12 de abril de 1959, às 9h, o Bispo Dom Agnello Rossi abençoou o terreno. No dia 19, os fiéis do bairro receberam a imagem da padroeira, que chegou às 17h na Igreja Nossa Senhora Aparecida, seguindo em procissão até o local. Depois da missa, celebrada pelo Frei Paulo da Cruz, aconteceu uma festa em favor da futura comunidade. Alguns meses mais tarde, foi abençoada a pedra fundamental da capela.
No ano de 1961, o Papa João XXIII fez uma revisão completa das devoções litúrgicas, para intensificar o culto a Nosso Senhor. O Sumo Pontífice determinou o corte de várias festas, como a da Casada Virgem (10 de dezembro) e a Expectativa do Parto de Maria (18 de dezembro). Foi decretada também a retirada de Santa Filomena do calendário litúrgico, não podendo mais haver igrejas com o seu nome ou preces de intercessão.
Assim, aconteceu a substituição do nome da comunidade para São João Maria Vianney. Em 1963, a imagem do novo padroeiro foi entronizada, sendo a imagem de Santa Filomena transferida para um lugar lateral da igreja. No dia 21 de abril de 1971, o Dr. Túrbio entregou à Cúria Diocesana o uso e a propriedade da comunidade de Santa Filomena.
Nos anos seguintes, foram criados novos espaços e feitas reformas na igreja, além do estímulo aos trabalhos pastorais, fortalecendo espiritualmente o bairro. Nos últimos três anos, foi construído um salão e várias salas de catequese.
A comunidade está localizada no endereço:
• R. Santa Filomena – Manoel Reis I, Nilópolis – CEP. 26515-020
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Confiança no amor de Deus
“Ao homem foi confiada uma nobre missão: rezar e amar. Nisto consiste a sua felicidade. Rezar nada mais é do que estar em união com Deus. Quando o nosso coração é puro e está unido a Deus, somos consolados e plenificados com a sua ternura. Somos iluminados pela sua luz divina.
Nesta íntima união, Deus e a alma assemelham-se a dois pedaços de cera que se fundem. Não podem mais viver separados. Nada existe de mais maravilhoso do que a união de Deus com a sua criatura limitada e insignificante. Esta felicidade ultrapassa qualquer conhecimento.
Falhamos porque somos incapazes de rezar. Deus, entretanto, permitiu, na sua bondade, que falássemos com Ele. Nossa oração é como um incenso agradável a Deus.
Meus filhos, pequenos são os vossos corações, mas a oração dilata-os e os torna capazes de amar a Deus.”
(São João Maria Vianney)
